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Pratos |
Parecia que tinha saído à rua pela primeira vez.
Senti-me noutro mundo, estava embasbacada, alias como sempre. Olho para todos os lados com atenção redobrada, para aqui e para ali e para todo o lado. Oiço tudo, o mínimo som faz-me desviar o olhar, a atenção, o sentido.
Sair em Lisboa tem destas coisas, para qualquer lado que me vire tenho coisas diferentes, novas, cheias de vida, engraçadas, bonitas.
Sim, à noite todos os gatos são pardos, os defeitos não se vêm, os contornos tomam dimensões diferentes, as sombras imprimem magia.
A noite em Lisboa tem encanto. O barulho das luzes, as vozes, as gargalhadas, as conversas, o chiar dos eléctricos, o movimento, as luzes quentes que pairam no ar, as cores alegres das fachadas quando estão iluminadas…
Sua Beleza
“Sua beleza é total
Tem a nítida esquadria de um Mantegna
Porém como um Picasso de repente
Desloca o visual
Seu torso lembra o respirar da vela
Seu corpo é solar e frontal
Sua beleza à força de ser bela
Promete mais do que prazer
Promete um mundo mais inteiro e mais real
Como pátria do ser”
(Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas")
Tem a nítida esquadria de um Mantegna
Porém como um Picasso de repente
Desloca o visual
Seu torso lembra o respirar da vela
Seu corpo é solar e frontal
Sua beleza à força de ser bela
Promete mais do que prazer
Promete um mundo mais inteiro e mais real
Como pátria do ser”
(Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas")
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