sábado, 10 de setembro de 2011

10.09.11 Elogios





É bom ouvir elogios e quantos mais forem, mais vamos encaixando aquilo que não somos capazes de ver, de sentir ou de acreditar. Acho que nunca serão demais. Há sempre uns que nos ficam na cabeça a matutar e para além disso “Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura”. Pode ser que um dia me sinta à altura…

“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”
(Madre Teresa de Calcutá)




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

09.09.11 Bênção que Deus me deu.




 
Tive uma visão do passado. Já lá vão uns aninhos valentes desde a última vez que tudo isto me aconteceu pela primeira vez. Hoje fui à escola nova da minha filhota pequenina. O meu bebé está “muita” crescido! Fui dar-lhe a conhecer o seu novo mundo. Senti a sua ansiedade e angustia misturada com muita vontade de crescer, ser grande e de vingar. Senti os seus olhinhos a brilhar e a esperança nos seus gestos e nas suas perguntas. Afinal viver o mesmo que os manos viveram não pode ser assim tão difícil. Dar-lhe a mão neste momento foi o consolo maior que ela poderia ter tido e graças a Deus eu estava lá para lhe dar. Poder acompanha-la, foi uma bênção que Deus me deu.  
Que momento fantástico.
Às vezes tenho pena de não conseguir ou não poder acompanhar melhor a vida de cada um dos meus filhos e de não poder amparar-lhes todas as angustias que sentem. A vida é assim mesmo, solitária, e eles precisam de crescer.  Crescer é uma verdadeira chatice mas se pensarmos e pusermos numa balança ela compensa.

“Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro.”
(Leonardo da Vinci)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

08.09.11 Tempo…Precisa-se!




Nos dias de hoje há iniciativas engraçadas. Nesta noite quente de verão, corri Lisboa a pé e dei-me conta das quatrocentas mil coisas que não conheço, daquilo que perco e do tempo que não tenho mas que preciso para conhecer tudo aquilo que me falta conhecer. Nem que vivesse 30455 vidas até aos 98 anos cada uma e cheios de vontade e energia eu iria ter tempo para tudo. Tentar andar e ser travada o tempo todo não é sistema muito menos um modo de vida, há que aproveitar enquanto se pode e se tem saúde. Em frente é que é o caminho.

“As três coisas mais difíceis do mundo são: guardar um segredo, perdoar uma ofensa e aproveitar o tempo.”

(Benjamim Franklin)

"Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do Mundo...."
(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

07.09.11 Momentos (bons)




Ter ou não ter, ser ou não ser, ir ou voltar para trás, olhar e sentir, acreditar e andar, tudo é uma questão de valores, de conceitos, de importância que se dá ao que está em cima da mesa.
Já me senti mais perto daquilo que quero e acredito. Já me senti mais perto daquilo que eu gostaria para mim. Mas o certo é que se olho para trás e tremo, acreditar fica muito mais difícil e por isso o que quero fica mais longe. Será certo andar em frente?
Já procurei e revirei mas a meada está francamente enrolada e eu não estou a conseguir encontrar a ponta do fio para a começar a desenrolar. De uma coisa estou certa, cortar a meada não me parece, se quer, ser uma ideia, a única vez que o fiz não me sai lá muito bem, pelo que fui em frente. As coisas também valem pelo que conseguimos tirar delas no momento.

“O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio.”

(Khalil Gibran)


Tive de acrescentar isto à última da hora. Pareceu-me tão adequado...

"Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia."
(Paulo Coelho)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

06.09.11 A vida pode ter côr




 
É complicado julgar as pessoas pela nossa bitola ou pelo que nos passa pela cabeça. Grande parte das vezes, erramos nos diagnósticos e nas previsões. O certo é que não há grande coisa a fazer a não ser afastar os pensamentos e esperar que as verdades venham ao de cima. Aí sim estamos aptas a fazer os nossos julgamentos. Mas nem sempre temos a capacidade de esperar e quando isso acontece ou somos duras demais connosco e nos arrasamos, ou as expectativas crescem desmesuradamente e a queda é grande.

Um à parte neste dia: hoje tive a sorte de ter tido uma luzinha a iluminar o meu fim de tarde. É mesmo bom quando se está a precisar. São estas coisas que caem do céu, que nos enchem a vida de cor.

“As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.”
(Madre Teresa de Calcutá)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

05.09.11 Pedras nos sapatos




Que baralhação de dia. Confuso, atabalhoado, cheio de pedrinhas a empatar a caminhada. Tive de parar a cada passo para as tirar. Das duas três, ou mudava de caminho ou mudava de sapatos. Pelo sim pelo não mudei de caminho e de sapatos, assim não há conversas. Já não estava a aguentar. Dias…
Lanchar em Sintra faz parte de um conto de fadas. O ar, as cores, os cheiros, os deliciosos doces que por lá se encontram e todo aquele ambiente fazem com que um simples lanche se torne no ponto importante do dia.
Assim foi.

 “Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.”
(Madre Teresa de Calcutá)

domingo, 4 de setembro de 2011

04.09.11 Um dia




Passamos o tempo nisto. Um dia isto, um dia aquilo, um dia vou fazer, um dia fiz, um dia fui, um dia serei, um dia...
Um dia eu vou ser tudo o que hoje não fui e vou aceitar, sem resmungar o mundo que se abre aos meus pés.
Um dia...
"Um dia" pode ser  uma forma de sonhar como outra qualquer e se assim for é legítimo, sonho é sonho e todos devemos sonhar.  "Um dia" pode ser ainda uma maneira de se estar na vida, não sei se um bocado cobarde, se um bocado a medo. "Um dia"… deveria ser hoje, sem medos. "Um dia" pode ser nada, mesmo nada, nem sonhos, nem maneira de se estar na vida, pode ser tão só um dia.  E, de dia em dia, a nossa vida vai brotando, vai tomando a sua forma, soma pontos. E quando olhamos para trás, temos tantos dias, que foram simplesmente “Um dia”. Mas “Um dia” pode ser que chegue "o dia".

“Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...”
(Florbela Espanca)

sábado, 3 de setembro de 2011

03.09.11 Sem palavras.



E no contexto em que, as coisas devem ser vistas na sua diversidade e não no seu pormenor, o dia foi indescritivelmente bom. Tudo de bom se passou, tudo me alegrou. Adoro quando os dias correm assim, adoro quando o dia se avizinha sem história, sem expectativas e nos sai surpresa atrás de surpresa. Foi-se desenrolando minuto a minuto sem pressões, sem pressas, sem palavras amargas, sem silêncios desagradáveis. O dia foi longo, mas quando deitei a cabeça na almofada senti que vale a pena viver a vida só para ter um dia assim.

“O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre em tudo o que diz.” 
(Aristóteles)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

02.09.11 Limitada de Pensamentos



Às vezes sinto-me um bocado limitada de pensamentos. Principalmente quando me surgem estas duvidas existenciais. A nossa vida e por consequência os nossos pensamentos, parecem sempre girar em função de alguma coisa específica, tudo converge e tudo diverge desse mesmo ponto. Desta forma tudo depende desse interesse para sermos felizes ou infelizes, preenchidos ou vazios, sossegados ou desassossegados. Mas, o facto é que as coisas têm de ser vistas na sua diversidade e não no seu pormenor. A limitação vem toda daí.

“Uma colectânea de pensamentos é uma farmácia moral onde se encontram remédios para todos os males.” (Voltaire)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

01.09.11 E assim começa a entrar o Outono



Caramba, dia 1 de Setembro. Oh tempo, volta para trás. Queria estar agora a começar um verão, a precisar de apanhar sol, farta dos dias de inverno, da roupa pesada, dos sapatos fechados. Queria já me ter visto livre dos dias pequenos sem sol, da chuva e das tempestades. Mas não, já estou cansada do calor, das coisas secas, dos pés no chão. Já sinto falta do meu aconchego, da noite, do estar em frente à lareira a ver as sombras a andarem de um lado para o outro ao sabor das labaredas. Já sinto falta de um casaco, dos passeios com o nariz frio, de me aninhar com uma manta a ler, de beber um chá quente com “scones”.

"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar." 
(Fernando Pessoa - Livro do Desassossego)