quinta-feira, 14 de outubro de 2010

14.10.10 Penas



Penas e mais Penas

Depois de mais um dia começado com um passeio junto ao mar na companhia de uma grande e já velha amiga, de trabalho intenso, de médicos e correrias, fui desafiada a procurar um adereço de cabelo com penas cor de vinho rose. E aí fui eu, ou melhor ai fomos nós. 7h da tarde, lojas fechadas e objectivo a ter de ser cumprido.
Corte inglês, Shoppings vários, põe pena no cabelo, tira bandelete, experimenta gancho cheio de lantejoulas, tira fotografias. Resultado, 5 horas a andar, um fartote de rir, 4 bandeletes cheias de penas pretas e outras do tal cor de vinho rose. Uma noite cansativa mas muito muito produtiva e divertida.

"Um dia sem rir é um dia desperdiçado."
(Charles Chaplin)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

13.10.10 Vale a pena viver




Pôr-do-sol
 
Existem dias cheios de conteúdo. Verdadeiras provas de que vale a pena viver.
1º Sair de casa a pé, estar na praia em 2 passos, poder cheirar a maresia e passear junto ao mar durante quase uma hora, tomar o primeiro café da manha numa esplanada a olhar as ondas e a ver a manha a acordar, é um luxo.
2º Ter o privilégio de trabalhar perto de casa e de ter um horário flexível e uma função que me permite de vez em quando organizar a minha vida de acordo com os meus afazeres particulares, é outro luxo.
3º Chegar a casa, ir à varanda e ter uma imensidão de mar em volta, poder assistir a um pôr-do-sol lindíssimo e ainda por cima poder aplicar os novos conhecimentos em fotografia para o  poder fotografar, é mais um dos meus luxos.
4º Ter a quantidade e a qualidade de amigos que tenho, que me mimam e me fazem sentir única esteja eu como estiver e onde estiver, é sem sobra de dúvida a sorte que toda a gente gostaria de ter.
 5º Sentir esta paz com que hoje estou a escrever e olhar para o meu dia com este contentamento faz com que eu pense que a minha vida é um poema.

"Mas o que quer dizer este poema? - Perguntou-me alarmada a boa senhora.
E o que quer dizer uma nuvem? - Respondi triunfante.
Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo..."
(Mário Quintana)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

12.10.10 Inaugurada a época oficial do Chá ao fim do dia.



("A Chaleira" 12-10-10)


Hoje foi inaugurado oficialmente os breaks de inverno.
Nada melhor do que um break ao fim do dia, aquele momento de transição entre o fim do trabalho e a entrada em casa.
São momentos de descompressão em que atiro a cabeça para trás, descarrego todos os negativos em forma de suspiros, respiro fundo e recomeço com um novo eu.
Hoje foi um chá cheirosinho e quentinho, com boa companhia, um scone com manteiga e doce, num sítio bonito e simpático.
Momentos únicos aconchegam e aquecem a alma…
“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
“(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

11.10.10 Nada vai ser igual a partir de hoje



(Paredão de Cascais, Pontão da praia da Rata)


Nada vai ser igual a partir de hoje.
A forma de ver o mundo, muda com a forma como cada pessoa o olha. Cada pormenor, cada detalhe.
É divertido sentir a nova forma de ver, surgir do nada. É divertido ver o que mudou. É divertido perceber as diferenças do antes e do depois.
Hoje vejo o mundo com outros olhos, com olhos de ver, olhos atentos a pormenores que certamente ontem me escapariam. Hoje o mundo tem cor, movimento, beleza, tudo num só shot… Creio que tudo isto é uma consequência daquilo que aprendemos, quando aprendemos e como aprendemos. Nada me garante que amanhã eu não recomece a vê-lo de outras formas diferentes, se aprender outras coisas que me façam vê-lo dessa maneira. Hoje é assim. Cada imagem cada registo, cada historia cada cor.
Pequenos acontecimentos mudam por completo a nossa vida.
"As coisas apenas valem pela importância que lhes damos." (André Gide)

domingo, 10 de outubro de 2010

10.10.10 Maravilha!



(Disco de Vinil)


Finalmente e ao fim de não sei quantos mil anos, decidi-me a tirar um Workshop de fotografia, sozinha ou acompanhada, com ou sem consentimentos.
As expectativas eram tão grandes que cheguei a ter medo do que iria encontrar.
Deixei-me levar desde o primeiro momento, não tinha nada a perder. Aprender não ocupa espaço, conhecer pessoas novas muito menos e se fosse assim muito mau paciência, outros se seguiriam.
Entrei na sala de coração aberto. Há meses que não o fazia, já sentia uma certa falta de ser eu, de me sentir eu, de querer ser eu. Estava feliz, feliz de verdade. Foi também um grande passo, apesar de ser só eu a reconhecê-lo.
Depois de estar muito atenta, de tomar as minhas notas, de reler algumas passagens do manual, de sonhar toda a noite com aberturas, diafragmas, congelamentos, pannings e coisas afins, chegou o grande momento de experimentar tudo o que tinha aprendido.
Sai de casa a correr com a minha máquina fantástica atrás, louca para conseguir tirar uma fotografia sem ser no automático.
Tirei a máquina para fora, pus no manual, tanto o foco como as aberturas e as velocidades e fiquei uns bons minutos a olhar para ela sem saber o que lhe havia de fazer a seguir.

Finalmente a minha cabeça começou a corresponder e a colaborar.

Muita luz, distância focal quase no maximo da objectiva (cerca de 135 mm) para apanhar o pormenor que eu tinha esgalhado, deveria corresponder a uma abertura f/5.6, a uma velocidade media de cerca de 1/500, ISO 100, levei duas horas para focar manualmente o meu objecto e a enquadrar a minha composição, por o desvio de exposição a zeros e vá de experimentar.
Olhei a minha obra com orgulho… Direitinho farinha amparo, na muche.
Sorte de principiante, pensei eu. Animada experimentei mais uns tantos conhecimentos e, apesar de não saírem as fotografias, ficou espelhado exactamente aquilo que eu queria.
De sorriso na cara arranquei para mais um dia de aprendizagem.
Feliz.
"Se queres compreender a palavra 'felicidade', indispensável se torna entendê-la como recompensa e não como fim." (Antoine de Saint-Exupéry)