quinta-feira, 31 de março de 2011

31.03.11 Despedida




Chegou a hora de outra despedida. Uns vão, outros vêm, dizem-me baixinho ao ouvido. Mas o meu poder de acreditar está bastante avariado. As peças vão caindo e eu, sem saber onde as encaixar. Até quando?

“Abraça-me bem
Levanta o teu corpo cansado do chão.
Afasta esse peso que te esmaga o coração.
Abre uma janela e pergunta-te quem és.
Respira mais fundo e enfrenta o mundo de pé.
Eu venho de tão longe e procuro há mil anos por ti.
Estendo a minha mão até te sentir.
Não sabemos nada do que somos nós.
Mas sabemos tanto do que muda por não estarmos sós.
Abraça-me bem
Levanta os teus olhos para me olhar assim.
Procura cá dentro onde me escondi.
E eu tenho medo, confesso, de dar
O mundo onde guardo tudo o que mais quis salvar.
Tu dizes que não há outra forma de ficarmos perto.
Não há como saber se o caminho é o certo.
Só pode voar quem arriscar cair.
Só se pode dar quem arriscar sentir.
Abraça-me bem”
(Mafalda Veiga)

quarta-feira, 30 de março de 2011

30.03.11 Há Palavras Que Nos Beijam




Não é todos os dias que há palavras que nos beijam, mas de vez em quando acontece e quando acontece quem fica sem palavras sou eu.

“Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca...."


"...De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor..."

(Fado Cantado por Mariza - Composição : Alexandre O'Neill & Mário Pacheco)

terça-feira, 29 de março de 2011

29.03.11 Torre de Belém




Passam-nos à frente todos os dias um montão de coisas como monumentos, ruas, recantos, jardins ou mesmo pessoas que gostávamos de conseguir apreciar e conhecer melhor. O facto é que apesar da curiosidade, da vontade, do desejo ou do querer acabamos por adiar e adiar e adiar e assim sucessivamente até nunca. Parece que nunca há tempo. Hoje acrescentei um ponto aos meus conhecimentos visuais e apreciei de perto a Torre de Belém. Certo que longe de conhecer a fundo sua história, os seus pormenores, os seus cantos. Mas foi um passo a mais do que aquele que já tinha dado. É sempre bom ir um bocadinho mais além.

“Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.”
(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 28 de março de 2011

28.03.11 É bom Viver



É bom sair das rotinas do dia de trabalho. È bom conviver e falar com pessoas diferentes de idades diferentes, ideias diferentes, maneiras de estar na vida diferentes...
É bom viver, ponto.

“Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...”
(Mário Quintana)

domingo, 27 de março de 2011

27.03.11 Golpe de Mestre




O que nos vale é que:

“Não há dor que o sono não consiga vencer.”
(Honoré de Balzac)

sábado, 26 de março de 2011

26.03.11 Já faz falta




Parada pardinha há uma semana. Nem um diazinho para dizer que tinha ido, nem um cheirinho cá de cima! Nadinha de nada. Paredão nem vê-lo.
Já faz falta, muita falta.


“Saber o que é correcto e não o fazer é falta de coragem.”
(Confúcio)

sexta-feira, 25 de março de 2011

25.03.11 A culpa não é só da vontade





Cansada e com sono, cheia de vontade de escrever mas sem olhos para o fazer. Já percebi que não é só a cabeça e a vontade que funcionam quando se trata destas lides, preciso de ter mais alguns factores de feição. São eles costas, olhos e imaginação.

“A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.”
(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 24 de março de 2011

24.03.11 Sono Profundo





Deve ter sido de tanto dormir. Ontem cheguei a casa e recostei-me no sofá. Adormeci e ali fiquei até acordar cheia de frio. Tenho uma vaga ideia da minha filha mais nova me ter tapado com uma manta, mas o sono era tão profundo que chego a desconfiar se não terá sido um sonho meu. Do sofá para a cama foi um tirinho e nem me lembro de ter deitado a cabeça na almofada. Foi directinho até as 7 da manha, hora de despertador!
O dia foi passado em cima destas horas todas de sono. Meio adormecida meio dormente, cabeça pesada e olhos pequeninos.

“Não sei se quero descansar, por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir”
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 23 de março de 2011

23.03.11 Surpresas




Surpresas são sempre surpresas. Gosto de surpresas qb. Ou por outra, adoro surpresas discretas, românticas sem grandes aparatos sem grandes exposições. Gosto de me sentir surpreendida, não gosto de me sentir envergonhada e acanhada. As surpresas, para mim, são sempre aquelas coisas boas de que não estamos à espera, que superam as expectativas, que vão para além dos nossos sonhos bons.
Ahhh! É verdade e também já sei como se morre congelada.

“Aquele que já não consegue sentir espanto nem surpresa está, por assim dizer, morto; os seus olhos estão apagados.”
(Albert Einstein)

terça-feira, 22 de março de 2011

22.03.11 Aceitar




Aceitar – Concordar, admitir, receber, reconhecer, são supostos sinónimos de aceitar, mas nenhum deles mostra na integra tudo que aceitar implica cá dentro.

“Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”
(São Francisco de Assis)